Palavra do Paroco

Professor, um caso de amor incompreendido.

 

Quando se fala em educação de qualidade devem-se ser levadas em conta várias necessidades: valorização humano - afetiva, intelectual e profissional do professor. Além do apoio da família, da sociedade e do governo.

A eficácia da educação não depende somente do esforço e preparação intelectual do professor. Nada adianta ter mestres ou doutores em sala de aula se o público alvo, os alunos, não tem motivação para estudar, a maioria age com displicência e menospreza os professores.

O ensino-aprendizagem ocorre quando existe reciprocidade entre professor-aluno. Um não sobrevive sem o outro. O professor é o mediador do saber. Ele motiva os alunos, acompanha, orienta... Mas, se o aluno não busca aprender não existe mestre ou doutor que o faça deslanchar intelectualmente. O ensino-aprendizagem é como um caso de amor.

No relacionamento o casal se entrega um para o outro sem reservas... Ambas as partes vivem um amor altruísta, com paciência, interesse mútuo e compreensão. Sem estas virtudes o relacionamento tende ao fracasso. Com a educação não é diferente.

Os professores abrem a porta, mas os alunos precisam ter vontade para entrar no mundo do conhecimento... Os alunos não são meros telespectadores, mas autores e atores da aprendizagem. O professor é mediador desse processo. Por isso, ele deve ser flexível e descobrir no aluno algo positivo e trabalhar este aspecto para conquistar o mesmo. A retenção do conhecimento só acontece quando ocorre reciprocidade: diálogo professor-aluno. O educador é parceiro do educando. Os educadores têm a missão de mostrar os meios e modos para que os estudantes sintam prazer em estudar.

Portanto, não basta só querer fazer teste de proficiência com os professores sem levar em consideração a problemática conjuntural que vive a sociedade neste momento, sobretudo no que respeito ao relativismo dos valores morais: desestruturação familiar, banalização da pessoa humana, falta de interesse de estudar dos alunos. Precisamos descobrir o viagra da motivação para fazer os nossos alunos estudarem.

Em todas as profissões existem bons e maus profissionais. Entre os professores não é diferente. Contudo, nunca devemos perder a fé, a esperança nos professores, pois eles são como um oceano: só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo. Com outras palavras, não é porque existem professores displicentes que toda categoria e todo sistema educacional seja inábil.

Enquanto não buscarmos o apoio da família, da comunidade, da sociedade e, sobretudo das três esferas do governo: municipal, estadual e federal o professor será sempre uma profissão mal-amada, um caso de amor incompreendido... O patinho feio da sociedade. Se o estudante é reprovado de ano a culpa é do professor que é carrasco, se o professor aprova o aluno a sociedade e o próprio aluno acusam não só o professor, mas a escola de aprovar alunos que não sabem ler ou escrever.

Lenildo Santana é padre da Diocese de Juína-MT.





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