Palavra do Paroco

Pedagogo do Sagrado

Pedagogo do Sagrado

O padre é homem de Deus (1 Tm 6,11).  Homem que vive profundamente imerso no mistério trinitário (Pai, Filho e o Espírito Santo); abandonado e inteiramente disponível à vontade do Pai; não fala por si, mas em nome de Deus. “Não anunciamos a nós mesmo, mas, Jesus nosso Salvador” (2 Cor  4,5). Portanto, o padre é um pedagogo do Sagrado que tem a missão de promover o encontro do homem com Deus.

Jesus, ao escolher os doze e antes de encaminhá-los para a missão, quis que eles convivessem consigo, permanecessem com Ele (Mc 3,13-15 e Lc 6,12-16). Por isso, os apóstolos foram testemunhas: antes de serem pessoas que falam e anunciam, foram pessoas que viram, ouviram e viveram a Palavra de Deus. “Não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

 Isso retrata que sem experiência de Jesus, não há anúncio, não há comunicação realmente evangelizadora, mas apenas transmissão de doutrinas abstratas, homilias “chá” de laranjeira que não acrescentam em nada na vida do povo de Deus que estão sedentos para ouvir palavras edificantes e não homilias de cunho marxista ou sofista, verdadeiro trololó, lero-lero. Alguns comunicam de tudo, menos o principal, a Palavra de Deus.

 As pessoas de hoje em dia, marcadas pela cultura fragmentada e cética da pós-modernidade, solicitam dos evangelizadores não uma teoria, nem uma simples atestação da sua fé, mas uma experiência de vida a ser comunicada e partilhada.

Todavia, ao padre só lhe é dado ser profeta à medida que tenha feito à experiência do Cristo Ressuscitado. Só esta experiência o fará portador duma Palavra poderosa para transformar a vida pessoal e social das pessoas, em conformidade com o desígnio do Pai.

 Os fiéis esperam ansiosos por padres que falem do amor de Deus para com a humanidade (Jo 3,16).  O êxito da comunicação homilética e evangelizadora depende, em grande parte, da espiritualidade e da mística de quem evangeliza. A homilia não atingirá o coração dos fiéis se não sair do coração do padre. Sendo assim, o padre, antes de ser servidor da Palavra, se fará discípulo e ouvinte, abeirando-se dela com o coração dócil e orante.

Ele deve ser o primeiro crente na e da Palavra, consciente de que as palavras do seu ministério não são suas, mas daquele que o enviou: Jesus Cristo. Desta Palavra ele não é dono, mas servo. Não é o único possuidor, mas devedor em relação ao povo de Deus.

Rezemos pelos nossos seminaristas, padres e bispos para que aprendamos a sermos verdadeiros discípulos missionários do Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o Mestre. Nós somos seus discípulos. Portanto, consintamos sermos conduzido pelo Mestre: Jesus Cristo.  Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6). Amém. Pe.  Lenildo Santana – paróquia Santo Agostinho. Juina –MT





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