Palavra do Paroco

Marketing religioso

Marketing religioso

Um dos grandes desafios para os pregadores da atualidade é como anunciar a Palavra de Deus de modo enérgico, capaz de atingir o coração dos fiéis. Ou seja, evangelizar de maneira eficiente, assim como a chuva que cai na terra e não volta sem produzir frutos (Is 55,10).

Vivemos a era da sociedade secularizada, fragmentada, de modo que o relativismo e o subjetivismo querem sepultar a solidariedade, a beneficência... A cultura hedonista instiga o egoísmo que por sua vez sufoca o altruísmo. A mídia induz a banalização da dignidade humana: tudo é permitido. Nem o Sagrado escapa. Algumas igrejas adotaram o marketing religioso para seduzir os fiéis (prosperidade nos negócios, felicidade no amor...).

Do outro extremo, alguns indivíduos chegam a dizer: Jesus Cristo sim... Igreja não... Tenho um lado espiritual independente... Já outras pessoas vivem uma fé efêmera e interesseira: migram constantemente de igrejas, optam por aquelas que lhes oferecem maior comodidade...

Algumas pessoas com ideologias capitalistas querem transformar o Evangelho num produto. Cresce a igreja que tiver o melhor marketing religioso. Para tanto, usam de todos os meios: televisão, rádios, jornais, revistas... Não é à toa que a oligarquia política do Brasil e o setor religioso são os que mais exploram os meios de comunicação social.

Este relativismo do Sagrado gerou o marketing religioso. Portanto, faz-se necessário repensar a teologia da pregação acerca do Evangelho. Nós, evangelizadores, devemos ter consciência que não anunciamos a nós mesmos, mas Jesus Cristo nosso Salvador (2Cor 4,5). Portanto, devemos nos preparar intelectual e, sobretudo, espiritualmente para que as nossas pregações não sejam meros discursos retóricos, palavreados falaciosos de estirpe sofista. Devemos antes de falar de Deus, falar com Deus, pois a falta de experiência d"Ele, no exercício das funções da comunicação homilética, torna nossas pregações vazias e inconsistentes.

O padre, o pregador é homem de Deus e homem da Palavra de Deus. Deste modo, não deve reduzir seu ministério de profeta a mero funcionário de uma instituição, como se o Evangelho de Jesus Cristo fosse uma mera mercadoria que é passada à frente, sem se preocupar com seu conteúdo.

A humanidade está cansada de pessoas que falam de Deus. Para o mundo moderno, têm pouca relevância o padre, o pregador que não manifesta características de discipulado, seguidor e testemunha de Jesus Cristo. Os fiéis querem escutar pregadores que falem a partir de Deus, que dê testemunho com a vida, que una a fé com a vida.

Portanto, é necessário que os padres, os pregadores criem a consciência de que, para servir ao povo, necessitam de uma espiritualidade e uma vida de oração sólida, fruto da caridade pastoral vivida e da experiência forte e pessoal do Deus Uno e Trino. Só assim, o padre será capaz de externar o amor de Cristo para a humanidade de modo que gere conversão, mudança de vida pessoal, familiar, social. Pe. Lenildo Santana é pároco da paróquia Santo Agostinho Juina-MT.





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