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Professor, profissão desvalorizada.

   20/08/2013
Fonte: Lenildo Santana   
Professor, profissão desvalorizada.

Professor, profissão desvalorizada.

“Sou professor a favor da esperança que me anima, apesar de tudo. Sou professor a favor da boniteza de minha prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser lutador pertinaz, que cansa, mas não desiste.”

Por meio desta reflexão de Paulo Freire, ressalto a bravura dos professores que mesmo diante de tanta desvalorização, feridos em sua dignidade, resistem heroicamente. Valorizar o educador e seu papel no desenvolvimento do país é investir num futuro sustentável. Infelizmente, esta não é a filosofia educacional da maioria dos nossos governantes. As novas gerações não têm motivação para assumir o magistério.

O salário é insignificante, as condições de trabalho são precárias, as ameaças dos discentes para com os docentes são do tipo: "Aqui dentro, o senhor pode mandar. Mas, lá fora, o senhor pode até perder a cabeça. Alguém pode cortar ela fora..." A violência e os insultos de alguns educandos para com os educadores acontecem tanto dentro como fora da instituição. Exercer o magistério tornou-se uma profissão de alto risco... Algumas escolas (públicas e particulares) parecem mais uma extensão da FEBEM (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor).

Em certas regiões do país, elas tornaram-se ponto de encontro entre traficantes, pois o cenário é favorável para atrair os adolescentes para o mundo das drogas. Uma pesquisa, divulgada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural), em parceria com a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), comprova, a partir de seis capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Belém e Brasília), que a violência é uma penosa realidade dos trabalhadores da área em educação: 30% dos entrevistados admitiram já terem visto uma arma de fogo na mão de alunos; 86% admitem haver violência em seu local de trabalho; mais de 50% afirmam haver casos de furtos nas escolas onde trabalham.

 Se o governo e, sobretudo a família - berço e célula “mater” da sociedade - não se conscientizarem da relevância da educação, no futuro próximo sofreremos com mais um apagão, desta vez o educacional, por conta da falta de educadores para lecionar no ensino fundamental e médio. Segundo dados do governo federal, são necessários mais de 260 mil professores licenciados (Química, Matemática, Física, História, Geografia e, sobretudo, Filosofia, considerada uma madrasta mal-amada) para preencher as vagas disponíveis.

 Infelizmente, o sistema educacional brasileiro anda a passos de tartaruga. Contudo, seria desonestidade atribuir a culpa somente ao governo, aos educadores. Se o ensino não tem êxito é porque a família não está fazendo sua parte. A escola tem responsabilidade na educação dos jovens, mas os primeiros educadores são os pais. Deus abençoe nossos professores. Pe. Lenildo Santana da Silva – paróquia Santo Agostinho

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