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Os sacramentos da iniciação cristã

 

 Os sacramentos da iniciação cristã

 

 Introdução

Os sacramentos da iniciação cristã: batismo, confirmação e eucaristia, são os alicerces de toda vida cristã. Os fiéis, renascidos no batismo, são fortalecidos pelo sacramento da confirmação e, depois, nutridos com o alimento da vida eterna a Eucaristia. [1]

 Batismo

O batismo é o fundamento da vida cristã e a porta de entrada para receber os demais sacramentos. Ele nos liberta dos pecados e nos torna filhos de Deus, de modo que somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão. A palavra batismo significa “mergulhar”; “imergir”; o “mergulho” na água simboliza o sepultamento do catecúmeno na morte de Cristo, da qual com Ele ressuscita (Rm 6,3-4; Cl 2,12) como “nova criatura” (2Cor 5,17; Gl 6,15). [2]

 Confirmação

A confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais firmemente a Cristo, torna mais sólida a nossa vinculação com a Igreja, associa-nos mais à sua missão e ajuda-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada das obras. Daí sua relevância no aspecto sacramental, por isso tanto o batismo como a confirmação, imprimem na alma do cristão um sinal espiritual indelével; razão pela qual só se pode receber este sacramento uma vez na vida. [3]

 Eucaristia

“Eu sou o pão vivo, descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente... Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem vida eterna. (...) permanece em mim e eu nele” (Jo 6,51. 54.56).

A Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus  membros a seu sacrifício de louvor e de  ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; por seu sacrifico Ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja .

A Eucaristia conclui a iniciação cristã. Por isso, os que foram elevados à dignidade de sacerdócio régio pelo batismo e configurados mais profundamente a Cristo pela Confirmação, estes, através da Eucaristia, participam com toda a comunidade do mistério salvífico de Deus realizado em Cristo. [4]

 

 Os sacramentos da cura

 Introdução

Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que perdoou os pecados do paralítico e restituiu-lhe a saúde do corpo (Mt 2,1-12), quis que sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros.

 

 Penitência

           “Dizendo isso, soprou sobre eles e lhes disse: recebei o Espírito Santo; aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,22-23).

O perdão dos pecados cometidos após o batismo é concedido por um sacramento próprio chamado: reconciliação, penitência ou conversão. Voltar à comunhão com Deus depois de ter perdido pelo pecado é um movimento que nasce da graça do Deus misericordioso e solícito pela salvação dos homens.

 O voltar-se para Deus através da confissão significa que houve conversão e arrependimento, implica uma dor e uma aversão aos pecados cometidos e o firme propósito de não mais pecar no futuro. A conversão atinge, portanto, o passado e o futuro; nutre-se da esperança na misericórdia divina. [5]

 Unção dos Enfermos

        “Alguém de vós está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará; e se tiver cometido pecados, estes lhe serão perdoados” (Tg 5,14-15).

O sacramento da Unção dos Enfermos tem por objetivo conferir uma graça especial ao cristão que está passando pelas dificuldades inerentes ao estado de enfermidade grave ou de velhice.

A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos: a união do doente com a paixão de Cristo, para seu bem e o bem de toda a Igreja; o reconforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os sofrimentos da doença ou da velhice; o perdão dos pecados, se o doente não pode obtê-los pelo sacramento; o restabelecimento da saúde, se isso convier á salvação espiritual; a preparação para a passagem á vida eterna. [6]

 

Os sacramentos do serviço

 

 Introdução

Os que já foram consagrados pelo Batismo e pela Confirmação[7] para o sacerdócio comum de todos os fiéis podem receber consagrações específicas. Os que recebem o sacramento da Ordem são consagrados para ser, em nome de Cristo, “pela palavra e pela graça de Deus, os pastores da Igreja”. [8] No que diz respeito ao matrimônio, os esposos cristãos, para cumprir dignamente os deveres de seu estado, são fortalecidos e como que consagrados por um sacramento especial.

 Ordem

     “Eu te deixei em Creta para cuidares da organização e ao mesmo tempo para que constituas presbíteros em cada cidade, cada qual devendo ser como te prescrevi” (Tt 1,5).

A ordem é o sacramento da graça, missão confiada por Cristo a seus apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do ministério apostólico. Comporta três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconado.

Toda a Igreja é um povo sacerdotal graças ao batismo; todos os fiéis participam do sacerdócio de Cristo. Esta participação se chama sacerdócio comum dos fiéis. Baseado nele e a seu serviço existe outra participação na missão de Cristo, a do ministério conferido pelo sacramento da ordem, cuja tarefa é servir em nome e na pessoa de Cristo Cabeça no meio da comunidade.

 Bispo

Os bispos, como sucessores dos apóstolos, recebem do Senhor, a quem foi dado todo o poder no céu e na terra, a missão de ensinar a todos os povos e pregar o Evangelho a toda criatura, a fim de que os homens todos, pela fé, pelo batismo e pelo cumprimento dos mandamentos alcancem à salvação (Mt 28,18; Mc16, 15-16; At 26,17).No que concerne o múnus episcopal de ensinar, os bispos são os pregoeiros da fé que levam novos discípulos a Cristo. Como mestres autênticos de autoridade recebida de Cristo pregam ao povo a fé que deve ser crida e praticada.

Acerca do múnus episcopal de santificar, os bispos ao rezar pelo povo e trabalhando de modo variado e abundante, comunicam a plenitude da santidade de Cristo. Pelo ministério da palavra comunicam aos crentes a força de Deus para a salvação (Rm 1,16). Santificam os fiéis mediante os sacramentos, cuja distribuição regular e frutuosa é ordenado por sua autoridade.

 No que diz respeito ao múnus episcopal de governar, os bispos governam as Igrejas particulares que lhes foram confiadas, com conselhos, exortações e exemplos, mas também com autoridade e com sacro poder. Poder este que deve ser usado para edificar e santificar a Igreja de Jesus Cristo, lembrando sempre que deve portar-se como o menor, e o que manda como quem serve (Lc 22, 26-27).

A eles são confiados plenamente o múnus pastoral, ou seja, o cuidado habitual e cotidiano das almas.  Eles não devem ser considerados como os vigários do Romano Pontífice. Mas devem buscar o exemplo do Bom Pastor, que veio, não para ser servido, mas para servir (Mt 20,28; Mc 10, 45), e para dar Sua vida pelas ovelhas (Jo 10,11). [9]

Presbítero

Os presbíteros são consagrados para pregar o Evangelho, apascentar os fiéis e celebrar o culto divino, de maneira que são verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento. Exercem seu sagrado múnus principalmente no culto eucarístico, agindo na pessoa de Cristo e proclamando Seu mistério, eles unem os votos dos fiéis ao sacrifício de sua Cabeça até a volta do Senhor (1Cor 11,26).

 No que tange aos fiéis penitentes ou doentes, os presbíteros exercem o mais alto grau do ministério da reconciliação e do alivio. E apresentam a Deus Pai as necessidades e preces dos fiéis (Hb 5,1-4). Os presbíteros, como pais em Cristo, têm a missão de cuidar dos fiéis, que eles espiritualmente geraram pelo batismo e pela pregação (1Cor 4,15; 1Pd 5,23). Sendo modelos para o rebanho e a todos devem dar testemunho de verdade e de vida. [10]

 Diáconos

Os Diáconos estão no grau inferior da hierarquia. São-lhes impostas as mãos não para o sacerdócio, mas para o ministério. Eles são fortalecidos com a graça sacramental; servem ao povo de Deus na diaconia da liturgia da palavra e da caridade, em comunhão com o Bispo e seu presbitério.

 Compete ao diácono administrar solenemente o batismo, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar o matrimônio em nome da Igreja, levar o Viático aos moribundos, ler a Escritura para os fiéis, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e as orações dos fiéis. Enfim, administrar os sacramentais, oficiar exéquias e enterros. [11]

 Matrimônio

         O sacramento do matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja. Concede aos esposos a graça de amarem-se com o mesmo amor com que Cristo amou sua Igreja; a graça do sacramento leva à perfeição o amor humano dos esposos, consolida sua unidade indissolúvel e os santifica no caminho da vida eterna.

         O matrimônio se baseia no consentimento dos contraentes, ou seja, na vontade de doar-se mútua e definitivamente para viver uma aliança de amor fiel e fecundo. O homem e a mulher constituem entre si uma íntima comunidade de vida e de amor, o matrimônio foi fundado e dotado de suas leis próprias pelo criador.

         Por sua natureza, é ordenado ao bem dos conjugues, como também à geração e educação dos filhos. Entre os batizados, foi elevado, por Cristo Senhor, à dignidade de sacramento.

 



[1]CIC,  nº. 1212

[2] Ibid.,nº 1213 -1214

[3] Ibid.,nº. 1285

[4] Ibid.,nº 1223.

[5] Ibid.,nº 1422

[6] Ibid.,nº 1499

[7] Lúmen Gentium, nº. 10

[8] Ibid.,nº.11

[9] Ibid.,nº24 -27

[10] Ibid.,nº28

[11] Ibid.,nº.29





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