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Família, quem ama, cuida

 

 

Estamos vivendo um período atípico nas famílias. Há pouco tempo o matrimônio e a família era considerada uma instituição sagrada.  A nossa sociedade atual é relativista.  As pessoas são induzidas constantemente a reduzir o matrimônio a um mero contrato de prazer a dois, se um não realiza o outro, trocam de parceiros como se a pessoa fosse um objetivo com prazo de validade.

Por isso, algumas novelas motivam e estimulam os casais a encararem o casamento como uma caixa. A pessoa encontra alguém pelas esquinas da vida, sente uma química, uma atração puramente física. Pronto, logo escolhe esta pessoa como parceira (o) convida para morar dentro da caixa. Compram eletrodomésticos de última geração, móveis, decora com tapetes, plantas, quadros. Transformam a caixa num lugar aconchegante. O matrimônio não é uma caixa. Nem as pessoas objetivos decorativos desta caixa.

A sociedade relativista mostra que o importante é encontrar uma parceira (o) não para andar juntos pelas estradas da vida, mas sim para dividir o espaço de uma caixa.  Essa busca é uma espécie de loteria, onde você pode ou não tirar a sorte grande. Quem acha que não tirou, escolhe trocar de caixa, ou seja, faz a opção pelo divórcio, separação.

Mas descasar não é fácil. Dói. Você tem que passar pela agonia de dividir os filhos, os bens e matar suas memórias. O estrago é muito grande, com muitas perdas para todos os habitantes da caixa.  Numa separação, muita gente sai ferida, e os filhos ficam traumatizados.

Com medo da separação, muita gente transforma o casamento numa camisa de força, acham que a única forma de evitar a separação é fechar a porta da caixa. E suportar a frustração e o desapontamento pelo resto da vida.

A saída não é viver sufocado. Você precisa descobrir como tornar sua caixa em caminho da graça de Deus: amor, carinho,atenção, reconciliação, crie momentos de diálogo, oração. O casamento deve ser dinâmico, criativo.

 Algumas pessoas para suportar o vazio do casamento acabam criando mecanismo de compensação. Tentando se defender da dor, elas comem demais, bebem demais, trabalham demais, drogam-se ou refugiam-se num mundo de fantasias.

A vivencia do casamento como uma caixa equivale à idéia do casamento como uma prisão. Expressão como a minha vida é um sufoco. Corresponde bem a essa realidade. È como se você tivesse uma coleira apertada no pescoço. Não dá para respirar, quando se falta ausência de intimidade e de comunicação entre o casal.

O casamento não é uma coisa parada, um vínculo estático entre duas pessoas que estão dentro de uma fôrma. Nem uma camisa de força que as manterá sem movimentos.  O matrimônio é uma caminhada pela estrada da vida. Envolve um processo de autodescoberta em que um ajuda o outro a crescer.

 O processo de autodescoberta propicia a descoberta do outro. É preciso conhecer seu interior para compreender seu exterior. Se a alguém não se conhece, jamais compreenderá as pessoas.  É preciso rir e chorar juntos. Casamento implica apoio mútuo, respeito mútuo, compreensão mútua... Deus abençoe nossas famílias. Pe. Lenildo Santana – lenildosantana@yaoo.com.br





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