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Natal, tempo de solidariedade

 

Natal, tempo de solidariedade.

O ano litúrgico é o Calendário Religioso. Contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Começa e termina quatro semanas antes do Natal. Compõe-se de dois grandes ciclos: O Natal e a Páscoa. Este período que antecede a festa natalina (advento) é um tempo de expectativa, esperança e de alegria, tendo em vista o nascimento do menino Jesus. Os fiéis  vivem  e  promovem a solidariedade, a fraternidade e a Paz. O ano liturgico  não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro  de janeiro e termina no  último dia do mês de  dezembro.

O ano litúrgico oferece uma pedagogia catequética comunitária de iniciação cristã que nos conduz ao Pai. É o alicerce no qual deve ser edificada nossa fé, tendo como alimento espiritual o Cristo eucarístico. Essa evangelização pedagógica cristã explica a Sagrada Escritura, torna o povo aprendiz do Mistério Revelado por Deus na pessoa de Jesus Cristo (Jo 1,18). 

A Encarnação desafia sábios e inteligentes. Só é aceita a partir da fé. É um ato de amor do Divino para com o humano. Deus externa que ama mais a nós do que nós amamos a nós mesmos. Em outras palavras, Deus amou tanto a humanidade que enviou seu único Filho para nos salvar (Jo 3,16-17).

Jesus se torna igual ao ser humano, menos no pecado. Ele acolhe todos com doçura. A Encarnação é algo que remete à piedade, a misericórdia... Maria agradece com o magnificat (Lc 1,46-55). É um período oculto para todos, menos para Maria, José e Isabel.

 Com a Encarnação no seio da Virgem Maria (Lc 1, 26-38) e, conseqüentemente com o nascimento do menino Jesus numa manjedoura, (Lc 2,1-15) se manifesta o sinal de acolhida dos abandonados, os excluídos da sociedade. É a primeira garantia que Cristo dá acerca do Reino de Deus. Tudo que acontece em torno de Jesus aborda aquilo que será sua missão: Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10, 10).

Neste sentido, temos três significados básicos de compreensão. O primeiro, relata que Jesus nasce, vive e morre pobre. Nasceu numa manjedoura por opção (Lc 2,6-7). Não é uma pobreza simplesmente material, mas de servo humilde, sofredor (Is 53,54). Jesus agiu assim até a morte e morte de cruz, foi obediente até o fim (Fl. 2,6-8). Com este gesto Jesus visa criar em nós uma cultura altruísta.

O segundo momento relata a opção pelos indigentes, marginalizados.  Jesus ao nascer numa manjedoura, externa sua misericórdia, de modo que, fica claro que Ele veio para resgatar os pobres, os desprovidos. A Salvação e a libertação que Ele prega é direcionado a todos, de modo singular, aos mais necessitados. O terceiro momento pode ser entendido como missionariedade, a vinda distantes dos três reis magos do Oriente (Mt 2,1-12) significa que o projeto de Deus acontecerá em Jesus.Este desígnio está voltado para os desviados, os abandonados, os esquecidos da sociedade. Natal é tempo de solidariedade, de paz nas famílias do Brasil e do mundo. Que Deus nos abençoe. Pe. Lenildo Santana.





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